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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sobre a fotografia

Hoje estou postando alguns trechos do livro "Sobre Fotografia" de Susan Sontag. Particulamente é um livro que eu gosto muito, além de ter sido minha primeira bibliografia. Além dela, faço uma pequena citação do livro "A poética do banal" de Luis Humberto.
Como estou postando fora de casa, abaixo são as minhas únicas fotos que tenho no momento. Todas que faço por têm como base do que diz no texto abaixo: "Há por detrás das lentes um olho que escolhe, recorta e define o momento certo do clique deacordo com seus desejos."
Espero que gostem!



(By Aline Jesus - Praia de Botafogo - Março/2008)


A linguagem fotográfica gera em nós uma dupla sensação ao nos colocar a frente de algo que, ao mesmo tempo, está e não está ligado ao que chamamos de realidade. Uma fotografia é um pacote de informações na medida em que nos fornece dados sobre lugares, pessoas, épocas e acontecimentos. É nesse sentido que ela ganha um grande valor como registro histórico e, mais radicalmente, como documento de comprovação dos fatos. Vivemos em um mundo em que o olhar foi construído como o sentido mais adequado para conhecera as coisas, e nele a fotografia foi recebida como expressão plena, indiscutível e definida de um real imaginário.

"Fotografar é apropriar-se da coisa fotografada. Significa pôr a si mesmo em relação com o mundo, semelhante ao conheciemento, e portanto, ao poder" (Susan Sontag, Sobre Fotografia)



(By Aline Jesus - Urca - Março/2008)


A nossa percepção e apreciação de uma imagem depende do nosso modo de ver. O autor Luis Humberto em seu livro "Fotografia, a poética do banal" destaca que o instante acontece quando se dá o encaixe entre os significados descobertos no objeto de nosso interesse e alguma coisa pré-existente dentro de nós.
Há por detrás das lentes um olho que escolhe, recorta e define o momento certo do clique de acordo com seus desejos. Ao olharmos uma fotografia sabemos que o fotógrafo selecionou aquela vista dentro de outras possíveis.



"Fotos fornecem um testemunho. Algo de que ouvimos falar mas de que duvidamos parece comprovado quando nos mostram uma foto. Numa das versões da sua utilidade, o registro da câmera incrimina." ( Susan Sontag, Sobre Fotografia )






sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Que outros jeitos de ver moram em nossos olhos ?



Explicamos o mundo com palavras, porém de fato a vista chega antes da visão estabelecendo o nosso lugar no mundo. As palavras não substituem por completo a função da vista. A visão sempre está em movimento captando coisas, constituindo aquilo que é presente. Só vemos aquilo que olhamos, pois ver é um ato involuntário, e quando aprendemos a ver descobrimos que podemos ser vistos, percebendo que fazemos parte de um mundo visível.
Começo hoje o meu novo blog. Nele quero expressar meu modo de ver as coisas através da fotografia. Quero aqui poder exercer minha percepção e apreciação da imagem, seja ela captada por mim, ou divulgada por uma outra pessoa. Pretendo através da imagem, abrir um espaço, uma esfera pública, ou seja, uma liberdade de expressão.
O filósofo alemão Jürgen Habermas, pertenceu à segunda geração da Escola de Frankfurt (escola conhecida por seu programa de desenvolver uma teoria crítica de sociedade e dos meios de comunicação de massa). Ele dizia: “a democratização dos meios de comunicação é indispensável para a democratização da sociedade, pois hoje não é suficiente falar em liberdade de expressão e manifestação se isto não for acompanhado do direito de expressar opiniões através dos meios de comunicação de massa”. Hoje, o espaço considerado para a apreensão da esfera pública é a imprensa, sendo o espaço público condicionado pelos meios de comunicação.
Eu e você temos o direito de “liberdade” de expressão sem interferências, sem que a esfera pública represente como foco principal interesses particulares e dominantes. Meu objetivo é participar de uma esfera pública saudável, através da fotografia e por meio da Internet, com a capacidade de expor, e abrangir diferentes opiniões tendo como fundamento a interação participativa pelo meu modo de ver, pelo seu modo de ver.

Aline Jesus